sábado, 21 de novembro de 2009

Alberto Caeiro


Nem sempre sou igual no que digo e escrevo.

Mudo,mas não mudo muito.

A cor das flores não é a mesma ao sol

De que quando uma nuvem passa

Ou quando entra a noite

E as flores são cor da sombra.


Mas quem olha bem vê que são as mesmas flores.

Por isso quando pareço não concordar comigo,

Repare bem para mim:

Se estava virado para direita

Voltei-me agora para esquerda,

Mas sou sempre eu,assente sobre os mesmos pés-

O mesmo sempre, graças ao céu e à terra

E aos meus olhos e ouvidos atentos

E à minha clara simplicidade de alma...

Um comentário: